NOTICIAS SOBRE A BAIXADA.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Pastor diz que Eduardo Cunha ‘foi mordido pelo mosquito da ambição’

No início de 1989, o economista Eduardo Cunha, então com 31 anos, saiu do trabalho, na torre do shopping Rio Sul, em Botafogo, e tomou um ônibus rumo à Praça Mauá, no Centro. Seu destino era a sede do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), que lançaria Fernando Collor candidato à Presidência. Alguns dias antes, lembra o ex-presidente do partido no Rio, Cleio Sá Freire, Cunha havia visto um programa da sigla na TV e decidiu que queria entrar na política. Quem viu o tijucano, cabeludo e de sapato furado entrar pela porta da sede do partido, não imaginava que, 26 anos depois, alçado à presidência da Câmara dos Deputados, com o apoio de um rebanho de fiéis evangélicos, ele estaria com os — hoje, escassos — fios de cabelos em pé diante de denúncias de corrupção e de que teria contas na Suíça.

— Ele foi mordido pelo mosquito da ambição. Na época, não pensava assim. Era jovem, empolgado. Mudou quando viu que havia interesses em jogo — afirma Sá Freire, que até hoje, aos 80 anos, está à frente da Igreja do Evangelho Quadrangular da Taquara, na Zona Oeste. Neste feriado, em meio às pressões para que se licencie ou mesmo renuncie à presidência da Câmara, ele analisa, em sua mansão, na Barra da Tijuca, os pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
Segundo Daniel Tourinho, presidente do PRN e, hoje, presidente do PTC, no início de sua carreira política, Cunha rejeitava as bandeiras conservadoras que hoje defende — contra a legalização do aborto e da união homoafetiva e a favor da redução da maioridade penal.
Em 1993, ainda cabeludo, na presidência da Telerj
Em 1993, ainda cabeludo, na presidência da Telerj Foto: Agência O Globo
— Ele joga pesado. Mas não o víamos perfilado com figuras como o pastor (e deputado pelo PR) Marcos Feliciano. Ele não tinha ligação com essas pautas.
Não foram só as pautas que mudaram com os anos. Depois de 20 anos se dizendo frequentador da igreja Sara Nossa Terra, Cunha anunciou, em fevereiro, que passou a frequentar a Assembleia de Deus de Madureira — que, de acordo com o IBGE, tem 13 milhões de fiéis, 13 vezes mais que a Sara. A mudança surpreendeu membros da antiga igreja.
— Se ele vier a um culto nosso, o receberemos de braços abertos. Faz parte da política. A Assembleia de Deus tem muito mais fiéis — afirma o bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra.
Segundo o Ministério Público, foi através de sua nova igreja que Cunha recebeu propina referente a contratos para viabilizar a construção de dois navios-sonda usados pela Petrobras. A denúncia contra o presidente da Câmara revela que o lobista e delator da Lava Jato Júlio Camargo foi procurado em 2012 por Fernando Soares, que operava a propina para o PMDB na estatal e lhe indicou que ele “deveria realizar o pagamento desses valores à Igreja Evangélica Assembleia de Deus”.
Da Tijuca para a Câmara
Cunha foi criado na Tijuca, em família de classe média. Começou a trabalhar aos 14 anos, como office boy. Jovem, tocava bateria e era fã de bandas como Led Zeppelin e Pink Floyd. Ainda hoje, parentes próximos de Cunha ainda moram no bairro da Zona Norte do Rio. Já o presidente da Câmara mora com a família numa mansão dentro de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca.
Eduardo Cunha e a mulher, Cláudia Cruz.
Eduardo Cunha e a mulher, Cláudia Cruz. Foto: Divulgação
Entrou na faculdade em 1971 para cursar Economia na Cândido Mendes. Após se formar, casou com a professora de informática Cristina Dytz, que conheceu em Brasília. Ficaram juntos por 13 anos. Segundo ela, apesar de terem três filhos, os dois não se falam. Hoje, é casado com a jornalista Cláudia Cruz. Edna Cunha, irmã do deputado, foi demitida, em 2008, da Câmara, onde trabalhava para outro parlamentar, sob a acusação de nepotismo cruzado. Já a filha mais velha de Cunha, Danielle, de 28 anos, é marqueteira de aliados do pai.
O primeiro cargo no governo foi o de presidente da Telerj (1991-1993). Após o impeachment de Collor, Cunha deixou a empresa. De acordo com Daniel Tourinho, Itamar Franco, que assumiu a presidência no final de 1992, rompeu com o político carioca por achar que ele estava por trás da famosa foto em que o ex-presidente aparece ao lado de Lilian Ramos, sem calcinha, no carnaval do Rio. Em seus diários, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirma que recusou indicação de Cunha para a direção da Petrobras, em 1996, por conta de “trapalhadas” em seu currículo.
Em 1996, Cunha se converteu evangélico pelas mãos do então deputado federal e dono da rádio Melodia FM — líder no segmento evangélico no Rio — Francisco Silva. Pelas mãos do novo aliado, foi indicado ao cargo de presidente da Companhia estadual de Habitação (Cehab), em 1999. Foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2003. Hoje, está em seu quarto mandato pelo PMDB e recebe salário bruto de R$ 33.763.
Cunha, em 1999: presidente da Cehab
Cunha, em 1999: presidente da Cehab Foto: Guilherme Pinto/EXTRA
Rosto pelos muros
Em Heliópolis, bairro de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, parece que a eleição do ano passado ainda não acabou: o rosto do presidente da Câmara está por todos os lados. Em 2014, ele foi o terceiro deputado federal mais votado do Rio, com 232.708 votos. Sua maior votação fora da capital foi justamente em Belford Roxo, onde liderou a disputa, com 23.776 votos. A confeiteira Dalma Coutinho, de 55 anos, moradora da Rua Itaboraí, manteve a placa na porta de casa.
— Não entendo muito de política, sou semi-analfabeta. Aqui em Heliópolis, ele ajudou a trazer asfalto para a nossa rua — diz.
Em julho, após ser eleito presidente da Câmara, Cunha rompeu com o governo. A partir de então, o deputado abriu guerra contra a presidente Dilma e o ministro Joaquim Levy, da Fazenda. Um mês depois, foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal acusado de receber US$ 5 milhões em propina. Há duas semanas, a Suíça bloqueou US$ 2,4 milhões em contas ligadas a Cunha e a sua mulher no país europeu. Apesar de o Ministério Público ter confirmado que o deputado é beneficiário, ele não fala sobre o assunto.

via: jornal Extra

Por: Rafael Soares

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Eduardo Cunha será denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro

Denúncia terá como base a acusação do empresário Júlio Almeida Camargo, que confessou pagamento de propina para o presidente da Câmara

Brasília - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) será denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro nesta quarta-feira. Segundo informações do jornal O Globo, a denúncia será apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) tendo como base a acusação do empresário Júlio Almeida Camargo, que confessou ter pago US$ 5 milhões em propina para o deputado. 

Camargo, um dos principais delatores da Operação Lava Jato, teria pago o suborno para facilitar a assinatura de contratos de afretamento de navio-sonda entre a Petrobras e a Samsung Heavy Industries.

Na ultima segunda-feira, o empresário foi condenado a 14 anos de detenção por corrupção e lavagem de dinheiro. Na sentença, o juiz federal Sérgio Moro ressaltou que o lobista firmou acordo de delação premiada, prestando informações “importantíssimas” para desvendar o funcionamento do esquema. Por isso, definiu o juiz, as penas imputadas a Camargo ao fim de todos os processos da Lava Jato não poderão ultrapassar o total de 30 anos de reclusão.

Fonte: O dia
Foto: Levy Ribeiro

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Eduardo Cunha proíbe a população de entrar na Câmara dos Deputados


Um dos momentos mais críticos na história brasileira está acontecendo neste momento em Brasília. O deputado Federal Padre João do PT de Minas Gerais, denunciou que o Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha do PMDB do Rio de Janeiro, proibiu a população de entrar nas galerias da Câmara dos Deputados para acompanhar as sessões do parlamento nacional.

A postura autoritária do presidente da Câmara já havia tomado notoriedade, sempre que um deputado quisesse questionar algo da postura dele na câmara, Eduardo Cunha cortava o microfone para que o parlamentar não possa concluir seu raciocínio. Fatos como está são cada vez mais comuns no parlamento.
A ditadura cunha também ficou evidente quando boa parte da galeria, composta pela população apoiou o então ministro da Educação, Cid Gomes. A população ovacionou Cid quando chamou os deputados de achacadores. Não contente com as manifestações de apoio, Eduardo Cunha (PMDB), mandou esvaziar as galerias. Até onde vai os limites deste ser, que se acha dono da Câmara dos Deputados, inclusive entregando a TV Câmara para deputados pastores, líderes da igreja dela. Será que o parlamento virou a casa de Cunha e o povo não é mais bem vindo?

via: portalmetropole