NOTICIAS SOBRE A BAIXADA.

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terça-feira, 16 de junho de 2015

Intolerância religiosa infantil na Penha

Ainda muito assustada, falando baixo e com a voz por vezes tremida, a menina de 11 anos vítima de uma pedrada na cabeça após deixar uma festa de Candomblé, no domingo, conversou com o EXTRA nesta terça. Insultada por gritos de “macumbeira” e de que deveria “queimar no inferno” quando ia para um ponto de ônibus na Vila da Penha, na Zona Norte do Rio, com as roupas típicas de sua religião - como pano de cabeça e saia de ração branca -, ela disse que a partir de agora quer esconder de todos a fé que abraçou por medo de sofrer novas represálias:
- Continuo na religião, nunca vou deixá-la. É a minha fé. Mas não saio de mais de branco. Nem no portão eu vou. Estou muito, muito assustada. Tenho medo de morrer. Muito, muito medo.

A garota lembrou o momento em que sofreu a agressão.
- Só me recordo de ter colocado a mão na cabeça, sentir o sangue e logo depois vê-lo pingando no chão. Foi uma coisa do nada. Nem vi direito de onde veio. Mas eu poderia ter sofrido algo grave. Atingiu minha cabeça. Mas e se fosse meu olho? - perguntou ela.
A avó da garota, Kátia Marinho, de 53 anos, estava com ela no momento da pedrada e disse que desde então a neta está se mantendo muito reservada. Tanto que nesta quarta ela começará a fazer um acompanhamento psicológico numa ONG.
- Ela também vai fazer exame de corpo de delito (no Instituto Médico-Legal). Espero que a gente, com muita conversa e muito cuidado, consiga fazer com que ela fique mais tranquila. Vamos respeitar o momento dela, é claro - contou a avó.
Segundo ela, a neta, desde muito cedo frequenta os rituais do Candomblé:
- Ela foi criada na religião. Já frequentou a escola, que é municipal, com as roupas usadas nos rituais. Nunca sofreu preconceito algum! E agora acontece isso. Fico assustada com esse mundo em que estamos vivendo. É homofobia, preconceito contra negros, contra religião... Como é que a gente vai continuar vivendo assim?
Kátia contou ainda que há 25 anos mantém o barracão onde aconteceu a festa, na Vila da Penha, e nunca teve problemas com a vizinhança:
- Todo mundo bate à nossa porta, é bem atendido. Já soube de outros barracões que foram depredados, mas com a gente isso nunca aconteceu.


A agressão ocorreu na Avenida Meriti. Segundo testemunhas, pessoas que estavam num ponto de ônibus começaram a xingar os candomblecistas. Pelo menos dois deles foram descritos como jovens morenos, na casa dos 20 anos. Depois do ataque, fugiram de ônibus.
Por meio de nota da assessoria de imprensa da Polícia Civil, a 38ª DP (Irajá), onde o caso foi registrado, informou que tanto parentes quanto a menina prestaram depoimento. O informe diz ainda que “os agentes irão realizar diligências para localizar imagens e testemunhas que possam auxiliar na identificação da autoria do crime. O caso foi registrado como lesão corporal e no artigo 20, da Lei 7716 ("praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional)”.








quinta-feira, 11 de junho de 2015

Vereadores de Duque de Caxias aprovam audiência pública sobre BR040

DUQUE DE CAXIAS - Proposto pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Eduardo Moreira (PT), o requerimento para realização de uma audiência pública para debater os problemas da rodovia BR040 em Duque de Caxias foi aprovado na sessão legislativa desta terça-feira, dia 9. A data prevista para a plenária é 10 de agosto, às 18 horas.

O requerimento foi colocado em votação após questionamento do vereador Nivan Almeida (PDT). “Seria necessária uma nova audiência, haja vista que esta Casa já debateu esse tema recentemente?”, indagou.
Democrático, Eduardo Moreira colocou em discussão o requerimento e defendeu a proposta. “A ideia de uma nova audiência é justamente para debater o assunto com os deputados e demais autoridades que não participaram anteriormente. E também para reforçar que os problemas persistem e precisam ser solucionados.”

Concordando com o presidente, o vereador Thiago Barreto (PROS) é favorável à nova audiência. “A discussão é válida, uma vez que ainda temos muitos problemas, que afetam principalmente as comunidades do entorno da rodovia. Precisamos cobrar maior participação dos deputados da nossa Cidade.”
Via: Imprensa CMDC

terça-feira, 26 de maio de 2015

GRUPO ARCO-ÍRIS FECHARÁ AS PORTAS DEPOIS DE 22 ANOS DE ATUAÇÃO

Com reconhecida atuação regional, nacional e internacional na trajetória e luta pelos Direitos Humanos, com ações focadas na Incidência Política e no Controle Social das políticas públicas voltadas à Diversidade Sexual e à Saúde Integral, atuando junto às populações vulneráveis de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, bem como pessoas vivendo com HIV/Aids, O Grupo Arco-Íris, organização carioca com atuação desde 1993 fechará suas portas, e suspenderá todos os serviços de atendimento direto ao público, oferecidos na sede da instituição.
Completando 22 anos no último dia 21 de maio, o Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT teve uma importante e histórica participação no Movimento LGBT local, nacional e internacional. Com ações focadas no acolhimento a indivíduos LGBT e seus familiares; prevenção à Aids e outras DST e promoção da saúde integral; desenvolvimento e visibilidade da Cultura LGBT; assim como na incidência direta na construção do Programa Estadual Rio sem Homofobia e também na incidência da criação das coordenadorias municipais da diversidade sexual.
Serviços gratuitos como testagem rápida do HIV; atendimento a pessoas vítimas de discriminação e violência; acolhimento psicoterapêutico; distribuição de insumos de prevenção ao HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis, manutenção de grupos de convivência; realização de oficinas educativas e o subsídio cultural e intelectual para pesquisadores e estudantes; eram oferecidos pelo Grupo Arco-Íris e agora serão suspensos, sem data para reativação.
Realizador desde 1995 da primeira Parada do Orgulho LGBT do Brasil, em Copacabana, o Grupo passa pelo desmonte e descaso a que vêm sendo submetidas inúmeras Organizações Não Governamentais brasileiras, de utilidade pública e sem fins lucrativos, que desenvolvem ações sociais com recursos exclusivamente advindos do orçamento público e através de parcerias institucionais.
A ONG vinha se mantendo com trabalho voluntário e investimentos de sua diretoria e associados, que sempre investiram em sua estrutura, serviços básicos e, até mesmo, de material permanente. Projetos de financiamento internacional e algumas parcerias locais possibilitaram o custeamento do aluguel e estrutura de sua sede, que se tornaram escassos até se transformar numa situação insustentável.
O Grupo Arco-Íris foi o responsável pela idealização de uma das primeiras cartilhas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis entre lésbicas e mulheres bissexuais através do projeto Espelho de mim, um dos pioneiros do Brasil, bem como o idealizador do primeiro protetor para sexo oral entre mulheres que fazem sexo com mulheres através do projeto Laços&Acasos: Mulheres, desejos e saúde.
As atuações das ONG são autênticas e necessárias, à medida que são representações de populações e grupos sociais. Apesar de existir um Marco Legal que define a atuação destas instituições no Brasil, na prática o acesso ao fomento e o fortalecimento da participação social são incipientes, levando a um estado de sucateamento e desmonte e um enfraquecimento da cidadania.
Assim, após vinte e dois anos de intensa atuação, o Grupo Arco-Íris suspenderá todos os atendimentos prestados diretamente à população e o Estado não cumprirá este papel, como é sabido.
A gestão pública, a ter como referências as áreas da Saúde, Direitos Humanos e Cultura, em suas três esferas – municipal, estadual e federal – tem agido com descaso, despreparo e irresponsabilidade na execução de suas obrigações com a população. Vide casos específicos como a não realização plena das Programações/Planos de Ações e Metas (PAM) ligadas à Saúde; a conduta de irresponsabilidade do Ministério da Cultura na execução de ações de promoção à Diversidade Cultural, como no descaso e o marasmo e falta de respostas propositivas e urgentes relacionadas à população LGBT, das pastas de Direitos Humanos, em todos os âmbitos governamentais.
Quando os Governos não executam projetos que são de sua responsabilidade e não abrem espaço à participação e debate com as Organizações Não Governamentais, fica clara sua postura em relação à sociedade civil. Ao mesmo tempo em que afirma que a esta não possui voz, condena a pressão e a cobrança de projetos e ações para populações marginalizadas. O que é inadmissível, pois os Governos devem ouvir o povo, e não o povo que deve se curvar às vontades das instituições de poder. Se assim fosse, avanços que foram encabeçados pelos Movimentos Sociais jamais sairiam do papel.
Colocamos a pergunta: a que, e a quem serve este descaso, afundando as ONGs que dia-a-dia se vêm sufocadas em manter suas atividades com recursos escassos e mergulhadas em camadas burocráticas?
Esta situação reflete um paradoxo, onde se esperava que Governos mais sensibilizados às questões sociais, representados por gestores muitas vezes advindos dos Movimentos Sociais, não ficassem inertes às demandas dos grupos historicamente excluídos, como LGBT, negros, mulheres e pessoas vivendo com HIV/Aids, entre outros. Pelo contrário, estes governos destacam um posicionamento que desmobiliza, desarticula e esmaga as organizações da sociedade civil.
Desta forma, como posicionamento político, o Grupo Arco-Íris reduzirá drasticamente sua atuação, buscando refletir sobre o papel das Organizações não Governamentais hoje. Entretanto, não calará sua voz e, diferentemente das posturas governamentais, manterá suas ações de Incidência Política e de Controle Social das políticas públicas e seus serviços administrativos, bem como honrará a execução de convênios e parcerias vigentes, embora em sua maioria não-pagos, adequando de forma real suas ações aos compromissos pactuados em cada projeto.
Que o Estado se aproprie da demanda de trabalho de milhares de beneficiários/as, excluídos/as, e oprimidos/as que têm seus direitos violados pelas suas instituições de poder, já que o Movimento Social, penalizado, está sendo expulso da defesa da população. Se, enfim, o trabalho desenvolvido não é importante para os gestores públicos e não merece respaldo ou apoio, facilitando o emudecimento das vozes que gritam as violações de direitos que os Governos todos os dias agridem, o encerramento das atividades é a medida que se impõe e representa a resposta mais franca à realidade que se desenha.
Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2015
Diretoria Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT.

Fonte: Grupo Arco Iris

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Estado pagará R$ 61 milhões em gratificações para militares e civis


RIO - O Governo do Estado pagará R$ 61 milhões em bônus para premiar 6.439 policiais militares e civis com bonificações por terem cumprido metas de redução da criminalidade. A cerimônia da premiação, que faz parte do Sistema de Metas e Acompanhamento de Resultados (SIM) da Secretaria de Segurança, será na terça-feira (12) no Teatro João Caetano, no Centro do Rio.
As gratificações variam de R$ 4,5 mil a R$ 13,5 mil, e os valores beneficiarão 5.441 PMs e 998 policiais civis . O SIM, criado em 2009, visa incentivar ações integradas de prevenção e controle qualificado do crime e estabelecer as metas para a redução da incidência dos Indicadores Estratégicos de Criminalidade (letalidade violenta, roubos de veículos e de rua). Além disso, a iniciativa contribui para aprimorar o processo de integração institucional das polícias.
“A premiação é o coroamento de um ciclo no qual se solicita aos policiais um empenho adicional na redução dos indicadores de criminalidade. As unidades que cumprem estas metas são reconhecidas em uma cerimônia que honra a meritocracia”, afirmou o subsecretário de Integração e Planejamento Operacional da Secretaria de Segurança, Roberto Sá.
Campeões nas conquistas das metas, policiais lotados nos batalhões, nas UPPs e delegacias localizadas nas Áreas Integradas de Segurança Pública (AISPs) de Botafogo e Flamengo, Itaperuna, Resende e Paraíba do Sul ficaram em primeiro lugar na avaliação por produtividade e serão premiados com R$ 13,5 mil.
As AISPs da Ilha do Governador, de Copacabana, de Volta Redonda e da Barra da Tijuca também atingiram os resultados estabelecidos. Policiais lotados na Ilha ganharão prêmio de R$ 5.334. Em Copacabana, o bônus será de R$ 5.005. Em Volta Redonda, de R$ 5.316, e na Barra da Tijuca, R$ 4.950. Policiais do Núcleo de Pesquisa em Justiça Criminal e Segurança Pública (Nupesp) receberão R$ 4,5 mil. Terão direito aos prêmios, os agentes lotados nas unidades das áreas vencedoras por pelo menos 90 dias no 2º semestre de 2014.

Especializadas também são beneficiadas
A Corregedoria Interna da Civil e o Regimento de Polícia Montada da PM foram os primeiros colocados entre as especializadas. Os policiais dessas unidades receberão R$ 13,5 mil. A delegacia de Repressão a Crimes de Informática e o Batalhão de Ações com Cães ficaram em segundo lugar, com R$ 9 mil. A Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos e o Grupamento Aeromóvel estão em terceiro, com R$ 6.750.
Reforço no policiamento ajuda a atingir metas
O 2° Batalhão de Polícia Militar, em Botafogo, integrante da 2ª AISP, foi uma das unidades a alcançar o topo das metas de redução de criminalidade. A premiação é resultado de um planejamento para combater os delitos mais frequentes das regiões atendidas pelo BPM. O Comando aumentou as áreas de patrulhamento e coletou informações junto à Polícia Civil.
“É um orgulho para o batalhão ter conseguido bater as metas de redução de criminalidade, que é resultado do esforço cotidiano e da dedicação dos policiais”, disse o atual subcomandante do batalhão, tenente-coronel Mário José Barbosa.
Há quatro meses no comando do 29°BPM, em Itaperuna, o tenente-coronel Sylvio Guerra, afirmou que o sucesso no combate à criminalidade foi reflexo da integração entre os policiais da unidade. O trabalho foi desenvolvido pelo comandante anterior do batalhão, o tenente coronel Marcelo Freiman.
“O BPM intensificou o patrulhamento nas rodovias para coibir roubo de cargas e de veículos, além de aumentar o policiamento nas áreas mais movimentadas e que apresentam os maiores índices de delitos. Pretendo continuar com o trabalho de alto nível”, afirmou o comandante.

Análise da incidência criminal
Os agentes do 38º BPM, da cidade de Paraíba do Sul, também conquistaram o prêmio máximo da avaliação. Entre as medidas tomadas pela unidade para obter o resultado bem-sucedido está o acompanhamento diário da incidência criminal nas áreas atendidas pelo batalhão. Com a ação, a unidade da PM conseguiu coibir delitos como roubo a transeuntes.
A parceria com a Polícia Civil e a população ajudou o 37° BPM, no município de Resende, a chegar à primeira colocação. Os policiais estudaram as ocorrências criminais, analisando os indicadores e tomando as medidas específicas para resolver os problemas de segurança de cada região.
Via: Jornal de Hoje

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Hoje quem apaga mais uma velinha é Secretario de Esporte e lazer do Estado Marcos Antônio Cabral


Rio - Marcos Antônio, Secretário de Esporte e lazer e Juventude do Estado do Rio de janeiro, está completando mais um ano de vida nessa Quinta-feira, (07). Filho do ex governador Sérgio Cabral segue recebendo homenagens de amigos e familiares em sua pagina em uma rede social.
Marco Antônio obteve 119 mil votos, a nona maior votação do Estado. Votação que foi liderada com ampla vantagem pelo conservador Jair Bolsonaro (PP), que teve 464 mil votos no Rj 
Em nome de toda equipe Baixada no ar, desejamos sucesso em mais essa nova etapa. 

Prefeito Dennis Dautimam, Marcos Antônio e sula.