POLITICA -Faltando um ano e sete meses para as eleições de 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciará sua pré-candidatura à Presidência. O evento será dia 20/03, na sede do PT de São Paulo, e contará com a presença de artistas e intelectuais como Chico Buarque, Leonardo Boff e Aderbal Freire Filho. Dirigentes nacionais de partidos aliados, como PDT e PCdoB, também vão participar da cerimônia.
O objetivo dos petistas com tamanha antecedência é obter apoio popular e fortalecer — de certa forma até proteger — a imagem de Lula em meio à tormenta da Operação Lava Jato. A recente divulgação de pesquisas de intenção de voto, nas quais Lula aparece na liderança, animou a militância.
ELEIÇÕES 2016 - No Estado do Rio, apenas os eleitores de Niterói e Armação dos Búzios votarão com o sistema biométrico de identificação em outubro. Nos demais municípios, mesmo quem não tiver feito o recadastramento biométrico poderá votar normalmente, desde que esteja com a situação eleitoral regular.
"À medida que nos aproximamos do prazo final para regularização da situação eleitoral, em 4 de maio, cresce muito a procura da população por nossos serviços. Esse prazo se aplica também para quem tem que tirar o título, transferir o domicílio ou solicitar mudança para uma seção de fácil acesso", explica o presidente do TRE-RJ, desembargador Antônio Jayme Boente. Nesses casos, o presidente recomenda que o interessado agende o atendimento o quanto antes, o que pode ser feito pela internet, no site do TRE-RJ, ou pela Central de Atendimento Telefônico (CAT), no telefone (21) 2533-6400. Vale lembrar, ainda, que quem completar 16 anos até o dia do primeiro turno (2 de outubro) também já pode tirar o título de eleitor.
RIO - O governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) acaba de exonerar o pastor Ezequiel Teixeira (PMB) da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.
Em seu lugar, será nomeado o atual secretário de Governo, o ex-presidente da Assembleia Legislativa Paulo Melo (PMDB). No lugar de Melo, entra o atual chefe de Gabinete de Pezão, Affonso Monnerat.
Em dois meses à frente da pasta, Ezequiel deixou suas convicções religiosas prevalecerem. Esvaziou o programa Rio Homofobia e fechou quatro centros de assistência à população LGBT.
Em entrevista publicada pelo jornal O Globo desta quarta-feira (17), Ezequiel disse acreditar na "cura gay" e subiu o tom ao responder críticas feitas pelo coordenador do Rio sem Homofobia, Claudio Nascimento.
Ezequiel afirmou que os incomodados deviam se mudar, e se defendeu lembrando que "havia sido convidado" para estar à frente da pasta. E aqueles que o chamaram "sabiam se suas convicções".
Diante da repercussão da reportagem, o governador lamentou as declarações do seu secretário. Pezão disse ser "totalmente contrário às posições de Ezequiel".
O deputado federal, fundador da igreja evangélica Projeto Nova Vida, havia sido nomeado para a pasta no último dia 15 de dezembro, no lugar da economista Teresa Cosentino.
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi notificado na manhã de ontem, pelo Supremo Tribunal Federal, sobre o pedido de afastamento dele do mandato, feito em dezembro do ano passado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, à Suprema Corte. A informação foi confirmada por assessores da presidência da Casa. A partir deste aviso, começa a contar o prazo de dez dias para que a defesa do peemedebista apresente seus argumentos.
Janot acusa Cunha de utilizar o cargo de presidente da Câmara para intimidar parlamentares e cometer crimes. O presidente da Câmara responde a três inquéritos oriundos da Operação Lava Jato, que tramitam no Supremo. No pedido apresentado ao STF, em dezembro, Janot argumenta que as suspeitas sobre Cunha, alvo de buscas e apreensões em uma das fases da operação policial, são reforçadas nas delações premiadas de réus da Lava Jato e pelas apreensões feitas no dia 15 de dezembro, pela Polícia Federal, na residência oficial da Câmara e na casa do parlamentar no Rio de Janeiro.
Eduardo Cunha nega todas as acusações e tem evitado falar sobre processos que tramitam contra ele no STF, como o que investiga a existência de contas secretas mantidas pelo deputado na Suíça para receber dinheiro de origem ilícita. Conselho de Ética
O relatório preliminar sobre a representação contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), poderá ser lido na reunião de hoje do Conselho de Ética da Casa. A reunião está prevista para as 14h.
“Espero que amanhã possamos ler o relatório aqui no conselho”, disse o presidente do colegiado, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), ao final da reunião desta terça-feira (16), na qual o parecer do relator, Marcos Rogério (PDT-RO), deveria ter sido lido.
Araújo disse que a leitura foi adiada porque ele preferiu esperar um posicionamento da Mesa Diretora da Câmara sobre a questão de ordem que apresentou na semana passada contestando a decisão do vice-presidente da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), que deferiu requerimento do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) para que o processo contra Eduardo Cunha voltasse à fase de leitura do relatório preliminar e fosse anulada a votação do parecer.
Durante a reunião, Araújo reuniu-se com o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados (OAB), Cláudio Lamachia, e outros dirigentes da entidade para discutir medidas a serem adotadas para o andamento do processo contra Cunha no Conselho de Ética. O deputado reclamou que não tem tido apoio dos advogados da Câmara para apresentar os questionamentos que considera necessários para o processo caminhar. “Pedi socorro à OAB. O que estamos passando nesta Casa é algo inusitado, que não pode acontecer. O presidente [Eduardo Cunha] pode tudo. O presidente pode tudo, e nós nada?” lamentou.
Araújo disse que está propenso a entrar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a decisão do vice-presidente da Câmara, que anulou a reunião do conselho na qual foi aprovado o relatório preliminar e se propôs a continuidade das investigações contra Cunha. Ele informou que pode entrar com a ação ainda hoje se os advogados concluírem o documento que está sendo elaborado.
Também foram apresentados dois adendos à representação contra Cunha no Conselho de Ética. Com isso, o relator Marcos Rogério informou que está estudando a possibilidade de incluir no parecer preliminar pontos relacionados às novas denúncias incluídas nos adendos apresentados pelo PSOL e pela deputada Clarissa Garotinho (PR-RJ). Os adendos questionados por aliados de Cunha no conselho.
Ainda na reunião de ontem, o PTB apresentou como sua representante no colegiado a deputada Josi Araújo (AP), que entra na vaga deixada por Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP). O líder do PTB, Jovair Arantes (GO), aliado de Cunha, havia indicado para tal vaga o deputado Nilton Capixaba (PTB-RO), que renunciou e o posto será ocupado por Josi. Na votação de dezembro, Faria de Sá havia votado contra Cunha. Com a substituição do paulista, alguns deputados, inclusive o relator, questionaram a mudança no conselho.
Muitos aliados do presidente da Câmara questionaram a apresentação dos adendos e defenderam a abertura de prazos para a defesa prévia de Cunha. Para esses parlamentares, o Conselho de Ética está negando o direito de defesa de Cunha e, com isso, protelando o andamento do processo. O advogado de Cunha, Marcelo Nobre, defendeu na reunião o direito de defesa do seu cliente em todas as fases do processo. Ele questionou também a forma em que foram apresentados os adendos à representação.
Cunha
Ao deixar a Câmara horas antes da sessão do conselho, Cunha rechaçou as declarações de que a mudança do PTB fosse uma manobra a seu favor. “Tudo o que acontece lá vira manobra. Estou é preocupado com a manobra que está sendo feita na eleição da liderança do PMDB”, disse. Deputados da legenda vão escolher hoje o líder. A disputa é entre o atual ocupante do cargo, Leonardo Picciani (RJ), alinhado com o Planalto, e Hugo Motta (PB), que tem o apoio declarado de Cunha.
Insatisfeitos com a atual condução dos trabalhos na Câmara, alguns peemedebistas acusam Picciani de conduzir decisões de acordo com os interesses do governo sem que a bancada seja ouvida. A exoneração de parlamentares que ocupam cargos no Executivo, para retomarem o mandato na Câmara, é considerada por esta ala como uma estratégia “artificial” para manter o fluminense na função. “O PMDB está trazendo titulares, mas não para saírem os suplentes do partido, mas para nomear deputados provisoriamente, de outros partidos para crescer a bancada”, disse Cunha
POLITICA - Luiz Fernando Pezão acaba de decidir pela exoneração da secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio, a economista Teresa Cosentino, para empossar um deputado federal da coligação do PMDB no ano passado e, dessa forma, levar à Câmara mais um deputado federal do PMDB para fortalecer a bancada favorável a Leonardo Picciani na disputa.
Ezequiel Texeira
O novo secretário será Ezequiel Teixeira, pastor e recém-filiado ao Partido da Mulher Brasileira. Com sua nomeação, subirá à Câmara Átila Alexandre, do PMDB e Picciani desde criancinha.
Teresa era o primeiro nome técnico da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos em anos. Ao longo do governo de Sérgio Cabral, com exceção do economista Ricardo Henriques, em 2010, a pasta foi usada para barganha política, ora cedida ao PT, ora ao Solidariedade.
No início de 1989, o economista Eduardo Cunha, então com 31 anos, saiu do trabalho, na torre do shopping Rio Sul, em Botafogo, e tomou um ônibus rumo à Praça Mauá, no Centro. Seu destino era a sede do Partido da Reconstrução Nacional (PRN), que lançaria Fernando Collor candidato à Presidência. Alguns dias antes, lembra o ex-presidente do partido no Rio, Cleio Sá Freire, Cunha havia visto um programa da sigla na TV e decidiu que queria entrar na política. Quem viu o tijucano, cabeludo e de sapato furado entrar pela porta da sede do partido, não imaginava que, 26 anos depois, alçado à presidência da Câmara dos Deputados, com o apoio de um rebanho de fiéis evangélicos, ele estaria com os — hoje, escassos — fios de cabelos em pé diante de denúncias de corrupção e de que teria contas na Suíça.
— Ele foi mordido pelo mosquito da ambição. Na época, não pensava assim. Era jovem, empolgado. Mudou quando viu que havia interesses em jogo — afirma Sá Freire, que até hoje, aos 80 anos, está à frente da Igreja do Evangelho Quadrangular da Taquara, na Zona Oeste. Neste feriado, em meio às pressões para que se licencie ou mesmo renuncie à presidência da Câmara, ele analisa, em sua mansão, na Barra da Tijuca, os pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
Segundo Daniel Tourinho, presidente do PRN e, hoje, presidente do PTC, no início de sua carreira política, Cunha rejeitava as bandeiras conservadoras que hoje defende — contra a legalização do aborto e da união homoafetiva e a favor da redução da maioridade penal.
Em 1993, ainda cabeludo, na presidência da Telerj Foto: Agência O Globo
— Ele joga pesado. Mas não o víamos perfilado com figuras como o pastor (e deputado pelo PR) Marcos Feliciano. Ele não tinha ligação com essas pautas.
Não foram só as pautas que mudaram com os anos. Depois de 20 anos se dizendo frequentador da igreja Sara Nossa Terra, Cunha anunciou, em fevereiro, que passou a frequentar a Assembleia de Deus de Madureira — que, de acordo com o IBGE, tem 13 milhões de fiéis, 13 vezes mais que a Sara. A mudança surpreendeu membros da antiga igreja.
— Se ele vier a um culto nosso, o receberemos de braços abertos. Faz parte da política. A Assembleia de Deus tem muito mais fiéis — afirma o bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra.
Segundo o Ministério Público, foi através de sua nova igreja que Cunha recebeu propina referente a contratos para viabilizar a construção de dois navios-sonda usados pela Petrobras. A denúncia contra o presidente da Câmara revela que o lobista e delator da Lava Jato Júlio Camargo foi procurado em 2012 por Fernando Soares, que operava a propina para o PMDB na estatal e lhe indicou que ele “deveria realizar o pagamento desses valores à Igreja Evangélica Assembleia de Deus”.
Da Tijuca para a Câmara
Cunha foi criado na Tijuca, em família de classe média. Começou a trabalhar aos 14 anos, como office boy. Jovem, tocava bateria e era fã de bandas como Led Zeppelin e Pink Floyd. Ainda hoje, parentes próximos de Cunha ainda moram no bairro da Zona Norte do Rio. Já o presidente da Câmara mora com a família numa mansão dentro de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca.
Eduardo Cunha e a mulher, Cláudia Cruz. Foto: Divulgação
Entrou na faculdade em 1971 para cursar Economia na Cândido Mendes. Após se formar, casou com a professora de informática Cristina Dytz, que conheceu em Brasília. Ficaram juntos por 13 anos. Segundo ela, apesar de terem três filhos, os dois não se falam. Hoje, é casado com a jornalista Cláudia Cruz. Edna Cunha, irmã do deputado, foi demitida, em 2008, da Câmara, onde trabalhava para outro parlamentar, sob a acusação de nepotismo cruzado. Já a filha mais velha de Cunha, Danielle, de 28 anos, é marqueteira de aliados do pai.
O primeiro cargo no governo foi o de presidente da Telerj (1991-1993). Após o impeachment de Collor, Cunha deixou a empresa. De acordo com Daniel Tourinho, Itamar Franco, que assumiu a presidência no final de 1992, rompeu com o político carioca por achar que ele estava por trás da famosa foto em que o ex-presidente aparece ao lado de Lilian Ramos, sem calcinha, no carnaval do Rio. Em seus diários, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirma que recusou indicação de Cunha para a direção da Petrobras, em 1996, por conta de “trapalhadas” em seu currículo.
Em 1996, Cunha se converteu evangélico pelas mãos do então deputado federal e dono da rádio Melodia FM — líder no segmento evangélico no Rio — Francisco Silva. Pelas mãos do novo aliado, foi indicado ao cargo de presidente da Companhia estadual de Habitação (Cehab), em 1999. Foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2003. Hoje, está em seu quarto mandato pelo PMDB e recebe salário bruto de R$ 33.763.
Cunha, em 1999: presidente da Cehab Foto: Guilherme Pinto/EXTRA
Rosto pelos muros
Em Heliópolis, bairro de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, parece que a eleição do ano passado ainda não acabou: o rosto do presidente da Câmara está por todos os lados. Em 2014, ele foi o terceiro deputado federal mais votado do Rio, com 232.708 votos. Sua maior votação fora da capital foi justamente em Belford Roxo, onde liderou a disputa, com 23.776 votos. A confeiteira Dalma Coutinho, de 55 anos, moradora da Rua Itaboraí, manteve a placa na porta de casa.
— Não entendo muito de política, sou semi-analfabeta. Aqui em Heliópolis, ele ajudou a trazer asfalto para a nossa rua — diz.
Em julho, após ser eleito presidente da Câmara, Cunha rompeu com o governo. A partir de então, o deputado abriu guerra contra a presidente Dilma e o ministro Joaquim Levy, da Fazenda. Um mês depois, foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal acusado de receber US$ 5 milhões em propina. Há duas semanas, a Suíça bloqueou US$ 2,4 milhões em contas ligadas a Cunha e a sua mulher no país europeu. Apesar de o Ministério Público ter confirmado que o deputado é beneficiário, ele não fala sobre o assunto.
POLITICA - Iniciou-se o processo de sucessão no PMDB do Rio de Janeiro, diretório peemedebista mais forte do momento. O presidente da assembleia fluminense, Jorge Picciani, e o ex-governador Sérgio Cabral querem ver seus filhos no comando. O plano tem duas partes. Uma é colocar o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, na presidência do partido no estado. Outra é fazer do secretário estadual de Esporte, Marco Antônio Cabral, chefe do PMDB da capital.
Apesar de não ter apoio de Garotinho e Crivella, deputado terá a seu lado PR, PRB e PCdoB
POLÍTICA - Num grande acordo costurado ontem, o PR de Anthony Garotinho decidiu apoiar a candidatura do presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani, à presidência da Assembleia Legislativa do Rio. O partido de oposição formou um bloco com PRB e PCdoB, garantindo a primeira-secretaria para Geraldo Pudim (PR).
A decisão contrariou Garotinho e Marcelo Crivella (PRB). O primeiro preferia que o partido formasse ou uma chapa de oposição ou ficasse neutro. Já Crivella defendia o apoio ao atual presidente Paulo Melo (PMDB). Teve mais força a voz do ministro da Pesca, Eduardo Lopes (PRB), que defendia o acordo com Picciani.
— Lamentavelmente, decidiram apoiar Picciani, com Geraldo Pudim na 1ª secretaria — criticou Garotinho, em seu blog na internet.