NOTICIAS SOBRE A BAIXADA.

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quarta-feira, 18 de março de 2015

Mulher é presa acusada pela morte de vizinho em crime bárbaro em Nova Iguaçu



NOVA IGUAÇU Mulher presa por morte de vizinho contou com o apoio de traficantes da comunidade. Ela alega ser inocente.

Com passos largos e demorados, Arlete da Silva Santos, de 64 anos, chega para ser apresentada na Delegacia de Homicídios da Baixada. Quem vê a idosa com sua aparência frágil não imagina que ela é acusada de mandar matar o vizinho Wellington Rosa Soares, de 26 anos, para adotar as duas filhas dele.

De acordo com o delegado Felipe Cardoso, como Wellington não aceitou a proposta de adoção, ela resolveu se vingar com a ajuda de traficantes.

— Arlete inventou para os traficantes da comunidade do Inferninho, no Danon, que Wellington tinha roubado um DVD dela e pediu para os meninos darem um corretivo nele — explica Cardoso.

O homem foi morto a sangue frio, com pauladas e socos, em sua casa, também no Inferninho. A mulher da vítima chegou a presenciar o crime e avisou a polícia, que encontrou o corpo em um matagal, no dia seguinte. — Arlete planejou tudo e ainda inventou um motivo para pegar as crianças. Na época, um dos filhos tinha 4 anos e o outro ainda estava para nascer. Ela ia pegar os meninos no que chamamos de adoção à brasileira, que é de maneira ilegal — destaca o delegado, que contou que Wellington chegou a ir morar com a mãe e a mulher, com medo de Arlete: — O casal já tinha dito que não ia dar os filhos para Arlete. Ele estava com medo que ela pudesse fazer alguma coisa.

A idosa foi presa anteontem em sua casa, no bairro de Comendador Soares, em Nova Iguaçu. Suspeito de ser um dos assassinos, Wellington Franck Bezerra, de 27, foi preso em fevereiro desse ano por policiais da 29ª DP (Madureira), acusado de tráfico de drogas. Ele está preso em Bangu.

O outro suspeito, que era menor na época do crime, segue foragido. Contra ele existe um mandado de apreensão, já que na época do crime era menor de idade.

Arlete vai responder por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe e sem possibilidade de defesa da vítima. Se condenada, ela pode pegar até 30 anos de prisão. Apesar da acusação, ela afirma ser inocente.

— Não fiz nada e vou conseguir provar isso. Já tenho filhos e até netos, para que eu ia querer duas crianças pequenas? — questiona ela.


Via Jornal Extra
18/03/2015