NOTICIAS SOBRE A BAIXADA.

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Moradores de Nova Iguaçu se arriscam em ponte precária



NOVA IGUAÇU - Um esqueleto de passarela, assim podemos definir a 'ponte' que liga a Rua Felipe Pereira, no bairro Ouro Preto à Rua São João no bairro Jardim Pernambuco em Nova Iguaçu. Dezenas de pessoas, inclusive crianças, se arriscam diariamente no local, pois além de ligar dois bairros, a ponte é o único acesso para diversos alunos da Escola Municipal José Ribeiro Guimarães e, também, para a única área de lazer da região, que é o Campo de futebol do Flamenguinho.

Procurado pela nossa equipe de reportagem, o coordenador da comissão executiva do Projeto Iguaçu, Adriano Naval, disse que "a responsabilidade pelas obras é do Governo do Estado, e segundo ele, as verbas para execução da obras vem sendo liberadas pelo Governo Federal através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) desde o ano de 2007. Ele denuncia que cerca de R$ 600 milhões já teriam sido destinados para a realização das obras, do Projeto Iguaçu", que contemplaria as seguintes realizações:
  • Dragagem de 58 km de rios e canais;
  • Implantação de 13 km de vias marginais;
  • Implantação de sete Parques Fluviais;
  • Construção de duas estruturas de comportas e recuperação de cinco estruturas;
  • Construção de cinco pontes e seis passarelas;
  • Construção de 1.356 unidades habitacionais;
  • Reassentamento de 2.500 famílias.

Porém até o momento foi cumprido apenas uma pequena parte do cronograma, em Nova Iguaçu, por exemplo foram feitas apenas umas pequenas obras no Parque Elisabeth - Jardim da Viga.

Para piorar ainda mais a situação, as obras foram oficialmente paralisadas no mês de novembro deste ano, por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), que considerou deficiente o projeto básico de recuperação ambiental e urbanização dos rios Sarapuí, Iguaçu e Botas. Os contratos foram assinados em janeiro deste ano com as empresas Construtora Ferreira Guedes e FW Empreendimentos, no valor de R$ 107 milhões. A obra ainda não começou e foi apontada pelo TCU entre os empreendimentos irregulares, com previsão de paralisação de repasses de recursos do orçamento da União, em 2015. A paralisação das obras está gerando medo à população ribeirinha de Nova Iguaçu, pois há risco de novas tragédias com enchentes de dezembro de 2013 e janeiro deste ano, que destruíram várias famílias.

Segundo o Ministério das Cidades, foram aplicados para realização do Projeto R$ 173,5 milhões do orçamento do governo federal e outros R$ 92 milhões, por parte do Estado. Mas segundo a comissão executiva do Projeto Iguaçu, esta verba seria apenas para as obras no Rio Iguaçu. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) se comprometeu em realizar novos estudos técnicos para a realização da obra. Eles destacaram que o governo do Rio fez a licitação da obra, antes da aprovação dos projetos básico e executivo.

Em nota, o INEA informou que, a ponte precária que mostramos nesta matéria, não estava incluída no Projeto Iguaçu, porém, o órgão informou que enviará uma equipe ao local para realizar uma vistoria no mês de janeiro.

Segue a nota na íntegra:

Atendendo recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realiza em janeiro a licitação para o projeto executivo das obras da segunda fase do Projeto Iguaçu. Quanto à referida ponte, o Inea fará uma vistoria no local para que seja analisada a possibilidade de incluí-la no projeto executivo. 

É bom ressaltar que a primeira fase do projeto Iguaçu (PAC1) foi concluída em 2013 com os seguintes resultados: Desassoreamento de 60 km de rios; 6 milhões de m3 de sedimentos e lixo retirados; Reassentamento de 2.500 pessoas de áreas de risco; Construção de 12,5 Km de vias marginais, 10 km de ciclovias; Implantação de 8 parques fluviais, 2 estruturas de comportas em Duque de Caxias e 3 pontes em Belford Roxo.

A Secretaria de Comunicação da Cidade de Nova Iguaçu, informou que o Projeto Iguaçu é um dos muitos que o prefeito Nelson Bornier vem pedindo a liberação de recursos ao governo federal desde sua posse no cargo há dois anos. Bornier, durante as inundações que castigaram dezenas de bairros de Nova Iguaçu, às vésperas do Natal do ano passado, cobrou da Presidente Dilma Rousseff o dinheiro prometido para as enchentes e foi objetivo ao afirmar que os temporais, comuns neste período na Baixada, só não voltariam a causar inundações nos bairros localizados às margens dos rios Botas e Iguaçu se o governo federal levasse adiante a execução do projeto Iguaçu -2. Até hoje o prefeito aguarda uma definição do governo federal.

Por: Rafael Marinho / Fotos: Adriano Naval
Via Baixada Viva Notícias