Em 9 de maio passado, a juíza já havia determinado uma busca e apreensão na sede da administração municipal para tentar localizar o contrato firmado entre a prefeitura e a Coopsege. A decisão da justiça foi tomada em resposta a uma ação popular, que questiona a legalidade da contratação da cooperativa. Há suspeitas de que o processo de contratação não seguiu as regras determinadas pela lei, que prevê a realização de uma licitação. A Coopsege fornece mão de obra à prefeitura desde o início do governo de Gelsinho. Nesse período, o município já teria repassado R$ 200 milhões à cooperativa.
A administração municipal, contudo, ignorou a determinação da Justiça e não apresentou a relação com os nomes dos funcionários terceirizados. O que reforça a suspeita de irregularidade no contrato. Ao intimar pela segunda vez a prefeitura a apresentar os dados, a juíza ressalta que as informações fornecidas pela administração municipal anteriormente não estão completas. Agora, a municipalidade tem cinco dias para encaminhar os documentos. Caso contrário, a Justiça poderá determinar a suspensão do repasse de recursos para a Coopsege, que vem atrasando o pagamento ds funcionários.
Procurada a prefeitura não se manifestou. Em resposta anexada ao processo, a Coopsege afirma não haver ilegalidade no contrato, mas forneceu a lista de terceirizados.
Via Conecta Baixada
Por Rodrigo Melo
21/06/2016
