NOTICIAS SOBRE A BAIXADA.

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segunda-feira, 11 de abril de 2016

QUEIMADOS VIVE SEU PIOR MOMENTO EM MEIO A VIOLÊNCIA QUE CRESCE A CADA DIA

QUEIMADOS- O recente estudo sobre o aumento da criminalidade e da violência em Queimados mostra, claramente que o Governo do Estado não está priorizando a segurança pública.  Os números não só assustam, eles são aterrorizantes. Queimados, apresentou o resultado alarmante.  Nesta região aumentou o no número de assassinatos de 2015 para 2016 de forma assustadora. 
"Todos esses índices vergonhosos, assustadores e alarmantes são fruto de uma  política pública de segurança errada, que não oferece a mínima estrutura para o corpo funcional trabalhar adequadamente e oferecer bons serviços à sociedade. Por isso, a população vive acuada em casa e no trabalho, com medo de sair às ruas para desempenhar as suas atividades. Como sabemos, a maioria das unidades de policiamento, está carente de material humano bem capacitado e treinado e de equipamentos atuais, modernos e eficientes para os serviços", disse um morador indignado que não quis se identificarQueimados em uma semana chegou a registrar dois homicídios por dia, a Polícia segue mapeando as áreas que estão sendo ocupadas por marginais. 
No segundo mês de 2016, oito pessoas foram assassinadas, isto é, duas a mais que no ano passado. O número de estupros e armas apreendidas também teve alta. O crescimento é de 25% para o crime e de 26% para as apreensões. Os índices que caíram foram os de furtos (6%) e de prisões (-26%). Em 2015, no período, 61 pessoas foram parar atrás das grandes, este ano foram 45 detentos. "Muitos bandidos estão vindo sem parar de outras regiões do Rio de Janeiro por conta das Upp's e ninguém faz nada", disse uma moradora que também preferiu não se identificar.

No último sábado (09), quatro pessoas foram assassinadas em um bar em Queimados, na Baixada Fluminense. Segundo a Polícia Civil, um inquérito foi aberto na DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense) para investigar as causas do crime. Segundo a corporação, as vítimas foram identificadas como Kleber Lopes da Silva, Igor Santos da Silva, ambos de 19 anos, além de um menor de idade e um homem não identificado. A corporação faz buscas para apurar o crime e nenhuma hipótese foi descartada.
A Polícia Militar e a prefeitura em nota, diz que, para conter estes números, a troca de comandando no Batalhão foi realizada. O Tenente Coronel Claudio da Costa assumiu na última semana e deve ter trabalho à frente a unidade. Já a Prefeitura diz que avança com o projeto de Monitoramento de Câmeras nas áreas de grande movimentação de pessoas. E em parceria com a PM, está construindo o prédio da companhia destacada da Polícia, no bairro São Roque. 


Fonte: jornal Folha da Baixada

segunda-feira, 4 de maio de 2015

DH da baixada investiga assassinato de três pessoas em Nova Iguaçu

NOVA IGUAÇU - Dois homens e uma menina, que teria 14 anos, foram mortos a tiros na comunidade Buraco do Boi, em Nova Iguaçu, na baixada, na madrugada deste sábado (2). A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense está no local do crime desde a manhã.

Ainda não há informações sobre a motivação dos assassinatos, mas, segundo o 20º BPM (Mesquita), existe uma briga entre facções na localidade, que seria controlada por uma das mais fortes no tráfico de drogas do Estado.

A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense assumiu o caso.


Via R7


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Homem confessa ter assassinado mais de 40 pessoas em Nova Iguaçu



NOVA IGUAÇU - Um homem que foi preso em flagrante após matar uma mulher a facadas em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, confessou à polícia ser um assassino em série. Durante o depoimento, Sailson José das Graças, de 26 anos, disse já ter matado outras 41 pessoas nos últimos nove anos, sendo 37 mulheres, três homens e uma criança. Com frieza, ele contou como planejava os crimes.

“Ficava observando a vítima, estudando. Esperava um mês, às vezes uma semana, dependendo do local. Eu procurava saber onde ela mora, como é a família dela, se ela passava na rua, via, dava uma olhada na casa, ficava estudando ela. De madrugada, numa brecha da casa, numa facilidade, eu aproveitava, entrava”, detalhou o preso na delegacia.

As vítimas preferidas dele eram mulheres brancas e moradoras Baixada Fluminense. O delegado responsável pelas investigações afirmou que acredita na confissão e na participação de Sailson nos assassinatos, pois só uma pessoa que estava nos locais dos crimes poderia relatar tudo com tantos detalhes.

Delegados da DH acreditam na confissão
“A vontade dele de matar era por mulheres e ele não matava mulheres negras, só brancas. Ele seguia a vítima, estudava passo a passo até conseguir concretizar o delito”, explicou o delegado Pedro Henrique Medina, titular da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Segundo a polícia, Sailson é um psicopata e agora os agentes estão comparando as informações da confissão com os inquéritos de cada um dos crimes.

O criminosos contou que ficava mais tranquilo ao praticar os crimes. “Quando eu não fazia, eu ficava nervoso, andava pra lá e pra cá dentro de casa. Aí quando eu fazia já ficava mais tranquilo. Fazia uma vítima ali, aí podia ficar uns dois meses sem fazer, uns três meses. Ficava na boa, só pensando naquela que eu matei. Aí, saía para a caçada”, afirmou.

O homem também revelou o que fazia para não ser identificado e afirmou que não tinha medo de ser preso, pois gostava de cometer os crimes.

“Eu não matava com preocupação de ir pra cadeia não. Fazia as coisas bem feito, é por gostar mesmo isso. Preocupava mais com a digital, se o local tem câmera, se o local não tem câmera. Eu não levava documento, não levava nada que desse pista para a polícia”, disse.

'Eu gostei e comecei a acostumar', diz assassino
Durante o depoimento, ele ainda confessou a morte de uma criança de dois anos e disse que cometeu o crime porque tinha medo que os vizinhos ouvissem o choro dela depois que a mãe foi assassinada. Sailson falou aos policiais que começou a cometer crimes ainda na adolescência.

“Comecei a roubar coisas pequenas, fazer pequenos furtos. Aí fui crescendo e tendo outros pensamentos diferentes. O pensamento foi mudando, entendeu? De roubar, fui começando a pensar em matar. Com 15 anos, roubava bolsa. Depois, com 17, eu matei a primeira pessoa. Deu aquela adrenalina, a primeira mulher. Aí veio na mente a cadeia. Será que eu vou preso? As coisas fluíram bem. Aí foi vindo na mente de fazer mais e mais. E eu gostei e comecei a acostumar”, disse ele, friamente.

O delegado Pedro Henrique Medina ficou surpreso com o relato do criminoso e afirmou que a riqueza de detalhes do depoimento indica a participação dele nas mortes.

“Confesso que é a primeira vez que eu vejo um elemento com a psicopatia de um serial killer. Apesar desses casos serem retomados agora, a gente pode perceber uma riqueza de detalhes muito grande. Em alguns casos que ele noticiou aqui e já fizemos uma busca em sistema já evidenciamos mulheres ou pessoas que ele executou de uma forma em determinada localidade do cômodo. Sinais que só a pessoa que estaria na cena do crime teria essa impressão”, afirmou o delegado.

Sem arrependimento
Os assassinatos foram cometidos ao longo de nove anos. Durante o depoimento, ele também disse que mata por encomenda, a pedido de uma mulher e do ex-marido dela, que também foram presos pela polícia. “Ela me bancava. Em troca disso, era água, comida, teto, roupa nova, dinheiro pra mim (sic) comprar as necessidades. Tudo por conta deles e, em troca disso, a alma dos caras”, afirmou. Após diligências, os agentes localizaram e prenderam Cleusa Balbina, José Messias e Sailson Jose das Graças, que apresentaram informações contraditórias. Sailson contou que os crimes encomendados era praticados com faca, mas quando matava por conta própria ele estrangulava as vítimas.

Com muita frieza, ele também revelou não ter arrependimentos. “Não me arrependo não. Pra mim o que fez, tá feito. E não volto atrás, não tenho nenhum arrependimento. Se eu sair daqui a uns 10, 15 ou 20 anos, eu vou voltar a fazer a mesma coisa. É a vontade mesmo, não tem jeito. Eu saio, escolho as minhas 'mulher', as mulheres do meu perfil, e se achar que tem que ser, vai ser”, afirmou o assassino.

A polícia agora conta com a colaboração dos parentes das vítimas que foram assassinadas ao longo desses nove anos para obter informações que colaborem com as investigações. Ele passou a noite na Divisão de Homicídios e deve ser levado, na manhã desta quinta-feira (11), para um presídio no Rio de Janeiro.


Via G1
11/12/2014