
| Polícia prende suspeito de sequestrar médica em shopping na Gávea |
NOVA IGUAÇU - Policias da 14ª DP (Leblon) prenderam, na manhã deste sábado (7), um dos suspeitos de sequestrar uma médica no Shopping da Gávea, Zona Sul do Rio, na última quinta-feira (26). Segundo informações iniciais da Polícia Civil, Heitor Silva Barros, de 24 anos, seria o piloto da quadrilha que vem praticando roubos a motoristas em shoppings centers da Zona Sul da cidade.
O jovem é apontado ainda pela polícia como piloto de outros três sequestros-relâmpago no Barra Shopping, na Zona Oeste do Rio, e também no Mirante do Leblon. Segundo a polícia, ele ajudava a levar as vítimas para o Morro da Pedreira, no subúrbio do Rio, onde elas eram extorquidas.
Heitor foi preso em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na serralheria onde trabalhava, que pertence à mãe dele. A Polícia Civil suspeita que pelo menos outras duas pessoas, que também estão sendo investigadas, participariam desta quadrilha.
Sequestro na Gávea
A médica parava o carro numa vaga quando foi rendida por dois homens armados. Eram 14h20 da quinta-feira. Ela contou que, na saída do shopping, pediu para ser libertada. Mas não foi solta. Segundo a vítima, um deles disse:
“Entende uma coisa, doutora, entende uma coisa: isso aqui é um sequestro. A senhora está sendo sequestrada. Então, a senhora fica quieta. A gente não tem intenção de te matar. Mas a senhora fica quieta, senão, se precisar a gente vai te matar”, ameaçou o criminoso.
Os criminosos percorreram quase 40 quilômetros com ela no carro até chegar ao Conjunto de Favelas do Chapadão, em Costa Barros, no Subúrbio do Rio. Lá, pararam em frente a uma casa. Vigiada por dois criminosos, a médica permaneceu no carro enquanto os outros suspeitos usavam o cartão de crédito e de débito dela. Ao todo, gastaram R$ 38 mil.
“Eu achei que, quando começou a demorar, que eu não ia conseguir sair viva disso. Pensei: vou morrer”, relembrou a vítima.
A médica só foi libertada quatro horas depois, em Vicente de Carvalho, no Subúrbio. Ela disse que a administração do shopping não prestou nenhuma assistência. E que, num primeiro momento, o estabelecimento chegou a negar que as câmeras de segurança do estacionamento tivessem registrado o momento do crime. Mas, depois, o shopping entregou os vídeos à polícia.
Os investigadores, agora, analisam as imagens para tentar identificar os suspeitos.
“O sentimento maior é de que eu tinha conseguido ficar viva. Quando eu cheguei em casa foi um sentimento que eu não consigo nem descrever, sabe?”, contou a médica emocionada.
A administração do shopping informou que só tomou conhecimento do caso no dia seguinte. E que prestou solidariedade à vítima e está colaborando com as investigações. O shopping informou ainda que vem investindo no controle do sistema de segurança e que não há registro anteriores de casos semelhantes.
Via G1
08/03/2015