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MESQUITA - A suposta tentativa de assalto sofrida pelo prefeito de Mesquita esconde detalhes intrigantes que podem mudar os rumos da investigação
Como em um roteiro de cinema, a investigação da tentativa de assalto a que foi vítima o prefeito de Mesquita, Rogelson Sanchez Fontoura, o Gelsinho Guerreiro (PSC), pode ter um desfecho inesperado, e a vítima pode se transformar em réu. O crime ocorrido no dia 23 de novembro, está sendo investigado pela Delegacia de Polícia de Mesquita (53ª DP). O carro do chefe do Executivo, um Kia Sportage branco, foi atingido por cerca de cinco tiros quando ele, chegava em casa, no bairro Califórnia, em Nova Iguaçu, ao lado de um segurança.
De acordo com uma informação enviada por uma fonte em Mesquita, o crime pode ter sido arquitetado pelo próprio Gelsinho na tentativa de incriminar inimigos políticos, autores de denúncias contra ele. Logo depois do suposto atentado, ele teria apontado o advogado Renato Paixão, filho do vice-prefeito do município, Walter Paixão, como mandante do ataque.
Gelsinho teria planejado o atentado com o objetivo de desviar a atenção das autoridades para as denúncias de irregularidades contra seu governo, muitas das quais alvo do Ministério Público.
SEGURANÇA NÃO ESTAVA NO MOMENTO DO ATAQUE
Ainda segundo a mesma fonte, o segurança não estava com o prefeito no momento do ataque. A informação contradiz Gelsinho Guerreiro que, em depoimento à polícia, afirmou que o funcionário chegou a trocar tiros com os suspeitos. As marcas do tiroteio ficaram na porta e no vidro traseiro do carro do político.
A Polícia Civil informou que o inquérito sobre o suposto atentado político ou tentativa de assalto ocorre sob sigilo para não atrapalhar as investigações.
Processo por calúnia
Renato tem postado material contra Gelsinho em sua página na rede social Facebook. O advogado, afirma que vai entrar com um processo por calúnia e difamação. O advogado afirmou ainda que a briga começou quando Gelsinho rompeu o acordo que fez com o pai dele e decidiu lançar a mulher, Daniele Guerreiro, com candidata a deputada estadual nas eleições deste ano.
Guerreiro foi eleita, mas teve a candidatura cassada pela Justiça Eleitoral por uso indevido de meios de comunicação. A decisão prevê ainda a suspensão de seus direitos políticos pelos próximos oito anos.
Via Jornal Hora H
Por Antônio Carlos